terça-feira, 15 de março de 2011

PIG: o pior e o melhor do mundo é aqui


Ano que vem tem Jogos Olímpicos, o que mais você vai ouvir (desta vez, na Record): "os maiores Jogos Olímpicos da história".
Em 2014 tem Copa do Mundo de Futebol, o que a Globo vai falar toda hora: "a maior Copa do Mundo da história"...
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Hobsbawm divide a história do século 20 em três "eras". A primeira, "da catástrofe", é marcada pelas duas grandes guerras, pelas ondas de revolução global em que o sistema político econômico da URSS surgia como alternativa histórica para o capitalismo e pela virulência da crise econômica de 1929. Também nesse período os fascismos e o descrédito das democracias liberais surgem como proposta mundial. A segunda são os anos dourados das décadas de 1950 e 1960 que, em sua paz congelada, viram a viabilização e a estabilização do capitalismo, responsável pela promoção de uma extraordinária expansão econômica e de profundas transformações sociais. Entre 1970 e 1991 dá-se o "desmoronamento" final, em que caem por terra os sistemas institucionais que previnem e limitam o barbarismo contemporâneo, dando lugar a brutalização da política e à irresponsabilidade teórica da ortodoxia econômica e abrindo as portas para um futuro incerto (contracapa do livro "A era dos extremos", do camarada Eric John Earnest Hobsbawm).
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Teclando aqui então sobre extremos, é hilariante ver como que a fracassada mídia busca anestersiar-nos com choques diários, chamadas incisivas, manchetes atraentes, dúbias e consequentemente confusas, às vezes até picantes para tentar prender nossa consciência.

Mas o que vivemos agora é o hoje e o sempre, e tudo o que acontece neste momento é a coisa mais importante do mundo! A mídia parece até o Departamento de Invenções dos EUA, que em 1899 propôs fechar as portas porque achavam que a humanidade não inventaria mais nada. Para eles, assim como para nossa querida mídia, o "hoje é o tudo"! E a hiperbólica imprensa adora um aforismo, um conceito, uma metonímia, veja só:

"Japão sofre seu pior terremoto de todos os tempos", é o que ouvimos nesta semana. Mas em 1923 teve um pior. Na Folha de sábado 12 de março já haviam declarado que o acidente nucler era o maior da história, antes mesmo das explosões nas usinas ocorridas domingo e hoje.
"Rio de Janeiro sofre a maior tragédia já registrada em tempos de chuva", ouvimos isso em todas as emissoras em janeiro último, mas em 1987 foi pior.
"O maior atentado da história: os ataques ao World Trade em 2001", mas Hiroshima, Nagazaki, Dresden, Sabra, Chalita, Ruanda e diversos outros é fichinha perto do que aconteceu em solo americano.
"Mensalão: a maior crise política da história da República", mas só falta uma coisa: provar que existiu mensalão, e não uma tentativa de golpe, minimamente produzida pelo PIG-PSDB-EUA.
No Domingão do Faustão, não faltam exemplos: todos os artistas que lá aparecem são os melhores de suas áreas, com exceção dos mais novos no mundo das celebridades, que recebem a alcunha de "maior revelação".

E todo mundo quer seu título: o Íbis quer ser o pior time do mundo, Kassab quer que o trânsito de São Paulo seja o pior do mundo, Serra quer ser dono do estado mais alagado e 'pedagiado' do mundo...

Para finalizarmos esse post, queremos então colaborar com o PIG e criar mais alguns conceitos:
"Lula: o maior presidente da história do Brasil"
"FHC: pior presidente da história do País"
"José Serra: maior usurpador do patrimônio estatal na história da República"
"Globo: maior veículo de comunicação golpista da história do Brasil".

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