terça-feira, 3 de maio de 2011

Bin Laden e a edição "histórica" do Jornal Nacional


2 de maio de 2011 (aniversário de Adolf Hitler, diga-se), edição histórica do Jornal Nacional, com trilha sonora especial, para celebrar a morte de uma pessoa. A felicidade no rosto de cada jornalista, a festa em cidade dos EUA. Mas quem festejou? Alguns bocós em Nova Iorque e uns universitários alienados?
Quando ouvimos que morreu o maior terrorista do mundo, logo imaginamos que Wall Street tinha falido, ou era a morte de Bush, o fim da Globo, ou então Soros, Kissinger, Sharon. Mas não, a morte era de um SUSPEITO pelos ataques de 11 de setembro de 2011, que nas últimas vezes que apareceu por meio de vídeos nem se tratava dele mesmo, era falsificação da CIA. Mataram um homem nem ligação mais tinha com o grupo, não falava ao telefone nem usava a internet há 6 anos, em uma casa ao lado de um quartel do Exército Paquistanês (quero ver agora como EUA/Inglaterra vão digerir essa história do aliado). Além disso, cadê o corpo do sujeito? Por que jogado ao mar? (Obama disse que vai analisar fotos do corpo e decidir se as divulga ou não - aguardemos).
Mas esta postagem é uma simples homenagem à deusa platinada, tão ávida de pontos no Ibope. Observe só que a programação da Globo tem novela da uma da tarde até 11 da noite, só muda o editorial. É Jornal Hoje - novela da vida real de variedades, Vídeo Show - novela das futilidades da vida de famosos, Vale a pena ver de novo, um filmeco barato, Malhação - novela para adolescentes alienados, novela das 6, novela das 7, Jornal Nacional - novela de notícias distorcidas e interesseiras, novela das 9.
Portanto, essa edição histórica nada mais foi do que o "desfecho da maior 'novela' da vida real já contada, após 10 anos de espera: Osama Bin Laden está morto.
Bonner fez questão de relembrar do JN especial apresentado no dia 11 de setembro de 2011, dia dos ataques terroristas às Torres Gêmeas de Nova York. Imagens de Zileide Silva, que ganhou bastante projeção na época trazendo as últimas informações sobre o atentado, foram reprisadas." (HB)
Nos próprios EUA a descrença é geral e a morte de Bin Laden se releva desimportante no país em grave crise econômica. Só Obama está muito feliz por calar o republicano Donald Trump uma semana após mostrar sua certidão de nascimento estadunidense e crer que a morte de Bin Laden dar-lhe-á a reeleição em 2012.
Enquanto isso, o Jornal Nacional dedicou 5 míseros minutos ao Brasil. Brasil? Sim, é o país em que moramos. Por que então tanta celebração da equipe do JN com a morte de uma pessoa? Eu não acredito que a Globo tenha algum acordo com os EUA, não, não pode ser... (salve-me, William Waack)
Que Obama libere pelos menos uma foto de Bin morto, imagem do corpo sendo jogado no mar, antes que fotos por Photoshop apareçam pelo mundo afora, e Bonner não tenha se enganado mais uma vez.

"Escreveu uma internauta retuitada pelo cineasta Michael Moore: 'Depois de dez anos, duas guerras, 919.967 mortes e 1,188 trilhão de dólares, conseguimos matar uma pessoa'. Objetivamente, é pouco mais que isso. Embora (propositalmente?) anunciado no 66º aniversário do anúncio da morte de Adolf Hitler, o assassinato de Osama bin Laden não tem um significado comparável. A Al-Qaeda não é uma máquina de guerra convencional e centralizada à beira do colapso, como era o exército nazista em 1º de maio de 1945. Talvez resulte mais próximo do que foi o 1º de maio de 2003, quando Bush júnior anunciou a 'missão cumprida' no Iraque, mas o problema mal estava começando."

Nenhum comentário:

Postar um comentário