sábado, 25 de junho de 2011

Depois de 11 anos, o agora ex-filho de FHC é notícia


Em abril de 2000 a Caros Amigos lançou uma das revistas mais vendidas de sua história: a capa sobre o filho bastardo de Fernando Henrique Cardoso com a jornalista Miriam Dutra, da TV Globo, o garoto então com 11 anos de idade. A grande mídia não deu um pio à época, ela não quis abortar e a Globo deu um sumiço nela, mandando-a para a Europa (alguém já viu alguma reportagem dela?)
O argumento de diretores de redação em defesa da não publicação da história da Caros Amigos é que não se tratava de um fato jornalístico. Esquisito não considerar fato jornalístico um presidente da República ter um filho fora do casamento com uma jornalista da Globo. Contudo, um fato semelhante a esse em que houve até exploração tendenciosa por parte da mídia, fato revelado em época de campanha presidencial, a de 1990, envolvendo a filha do candidato Lula, trazido a público por um repórter do Jornal do Brasil que foi investigar a história e não porque algum dos envolvidos tivesse procurado a imprensa ou a Justiça (este parágrafo é da reportagem da revista)
Sobre isso, Collor também tem filho bastardo desde a época da eleição de 1989, mas isso nunca veio à tona.
Mas neste sábado à tarde, após o almoço, coincidentemente dia do aniversário do PSDB e semana dos 80 anos de FHC (nenhum negro na festa, viu?), quase tive um dispepsia aguda: a fAlha de Sum Paulo noticiou o nunca-noticiado, aliás, noticiado somente em 2009 quando FHC reconheceu a paternidade - dois testes de DNA revelaram hoje que filho de repórter da Globo não é de FHC. Na reporcagem da fAlha, FHC pede para manter a história restrita a seus familiares, pois entende que diz respeito apenas a sua vida privada, e considera o exame uma mera negativa biológica, e não jurídica, pois manterá o reconhecimento ao filho.
Como lembrou a Lola, FHC quando era ministro da Fazenda isentou de CPMF todos os meios de comunicação. Em 2000 houve o Proer da Mídia, que custou entre US$ 3 e 6 bilhões aos cofres públicos. Ele também mudou a Constituição para permitir que a mídia brasileira, então falida, pudesse contar com 30% de capital estrangeiro. E autorizou que o BNDES fizesse um empréstimo milionário à Globo.

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