sábado, 16 de julho de 2011

Jornal OPopular (Goiânia) não noticia Marcha das Vadias na cidade: machismo, puritanismo, parcialidade e covardia

Em Goiânia, se você leu o jornal OPopular de 15 de julho de 2011, sexta, foi informado da passeata realizada pela União Nacional do Estudantes na quinta-feira 14 pela manhã no centro da cidade, durante realização do 52º Congresso da Entidade, defendendo a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto e de metade da arrecadação do pré-sal em educação, mas sobre a Marcha das Vadias de Goiânia, que aconteceu à tarde durante a 63ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, não teve nenhuma notinha sequer. Falaram mais alto na redação o catolicismo declarado do jornal e todo seu conservadorismo. O jornal OPopular é o mesmo que pediu liberdade de imprensa após ter sido brindado no início de março passado pela polícia de choque de Goiás com tentativa de intimidação, em que viaturas circularam a sede do jornal com sirenes ligadas por terem noticiado sobre a Operação Sexto Mandamento.

Até mesmo o jornal Diário da Manhã, conhecido como jornalismo-de-pijama (veja aqui fotografia de capa do jornal, em que o editor Batista Custódio, de pijama na própria casa, toma café da manhã com o Governador tucano do Estado), noticiou a manifestação (parte da capa em imagem abaixo). O site G1, da Globo, também noticiou a Marcha de São Paulo, mas porque em Goiânia, o jornal OPopular, que clamou por liberdade de expressão e de imprensa, pertencente à filial da Globo, esquivou-se? Machismo? Puritanismo? Parcialidade? Covardia? Pergunte para o jornal o motivo: Twitter @jornal_opopular, Facebook http://www.facebook.com/opopular, e-mail leitor@jornalopopular.com.br, fale com eles http://www.opopular.com.br/cmlink/o-popular/fale-conosco, fax 62-3255-7513.

"A Marcha das Vadias ou Marcha das Vagabundas (em inglês: slutwalk) iniciou-se em 3 de abril de 2011 em Toronto no Canadá e desde então tornou-se um movimento internacional realizado por diversas pessoas em todo o mundo. A Marcha das Vadias protesta contra a crença de que as mulheres que são vítimas de estupro pediram isso devido as suas vestimentas. As mulheres durante a marcha usam roupas provocantes: como blusinhas transparentes, lingerie, saias, salto alto ou apenas o sutiã." (fonte: Wikipédia)


Um comentário:

  1. Você já disse tudo.....catolicismo = hipocrisia
    Moro em uma cidade "muito católica", os escândalos existem aos montes mas são "varridos pra debaixo do tapete".
    Quando digo que não sou católico me olham com desconfiança, aí perguntam se sou evangélico e quando também digo NÃO.......aí só falta se afastarem de mim como se eu fosse "o diabo".......rsrsrsrsrs....

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