terça-feira, 5 de julho de 2011

Limite de donwload do Plano Nacional de Banda Larga é um absurdo


O Governo Federal inicia a execução do PNBL nos grandes centros, onde há a concorrência das teles na cidade. A Telefônica oferece, por 29,80 reais, acesso em 256 Kbps, com limite de 10 giga (34 vezes mais), ou 1 Mbps por 39,90 reais, com consumo de dados ilimitado, a Net oferece velocidade é de 512 Kbps e cota de 10 giga por 29,80 reais, e a Oi, por 39,90, 1 Mbps e franquia de 40GB (dados do Proteste/IDG Now).
No contrato dos provedores de internet, naquelas 'letras pequenas', consta que ela pode fornecer apenas 20% do contratado em caso de grande tráfego. Quem paga por 10 mega às vezes só usa de 2 mega. No PNBL, isso representa 200 kb. Já é um absurdo dar às teles a execução do Plano, impor um limite 300 mb de donwload por mês é estarrecedor. Esse limite não se refere a baixar conteúdo (o que seriam 70 músicas ou 1h de vídeo), mas acessar conteúdo (o que também é uma forma de baixar): para carregar toda uma página há de se fazer um download de tudo o que a página fornece. Quem abre muitas páginas acaba fazendo muitos downloads, e romper esses 300 mb é fácil - este blogueiro sujo atualmente usa em casa internet de chip, e antes do dia 25 de cada mês recebe a mensagem "Você excedeu o limite de download mensal - sua conexão ficará lenta até o início do próximo mês".
Os donos de lan houses - a verdadeira democracia da internet brasileira - agradecem: quem acessa a internet pouco por mês (1h por dia, por 20 dias), pode ir a uma e pagar R$ 1,50 a hora e ter acesso rápido e ilimitado durante o período - vai sair por R$ 30 ao mês. Não vai ficar na mão de tele que presta "serviço de excelência", não gastará com equipamentos, basta levar um pen drive e levar o conteúdo para casa.

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