sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Conceito de imoralidade para a burguesia fascista do Brasil


Há milhões de anos, Clodovil apresentou em São Paulo um "espetáculo" autobiográfico com sessões extras às 4 horas da tarde, para que suas fãs idosas pudessem ir tranquilamente ao teatro para vê-lo. No palco, Clodovil se trocava em frente às senhoras que, na saída, não escondiam ao ficar maravilhadas com a performance e desinibição do "ator". Estas mesmas senhoras, eleitoras fiéis de partidos como o DEMo, são as mesmas que ralham crianças que pronunciam qualquer palavra fora do "politicamente correto", condenam alguns programas de televisão, falam que o mundo está virado e sentem saudades do arcaico tradicionalismo familiar. Se a neta anda de calcinha pela casa, é imoral; o Clodovil pelado no palco era considerado "arte"!...

Do mesmo modo, se deputados ingleses são corruptos, é culpa do sistema; se a população espoliada faz protestos, é vandalismo. Se ricos são investigados no Brasil, o processo corre em segredo de Justiça; se são pobres, eles aparecem algemados no Jornal Nacional. Se a imprensa critica gratuitamente o Lula, é liberdade de expressão; se o Lula questiona a imprensa, é censura. Se um gay é da família, ele é homossexual; se for desconhecido, é uma bichona. Se a filha já teve vários namorados, ela está em busca da felicidade; se for a vizinha a namoradeira, ela é puta. E assim vai...

Nenhum comentário:

Postar um comentário