segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A fineza dos Brizola na morte do editor de O Globo


Leonel Brizola dizia entre seus familiares que disputa política jamais deve levar à perda da delicadeza pessoal. A luta não quita a fidalguia, diz o ditado que ele sempre repetia diante destas situações. Brizola Neto aprendeu isso nos 20 anos de convívio com o gaúcho. O deputado federal escreveu o post Nossa finitude, em seu blog Tijolaço, para manifestar pesar diante da morte de Rodolfo Fernandes, diretor de Redação de O Globo, com quem trabalhou no jornal Tribuna da Imprensa. E Brizola Neto ainda pediu desculpas aos leitores pela manifestação pessoal, num blog político: "seria pusilânime que eu não registrasse estes momentos (...), em razão do fato de ele trabalhar e ter responsabilidades dirigentes numa empresa que, politicamente, é adversária dos pensamentos aqui expostos".
Exemplar, não? Mas sabe o que este mesmo jornal O Globo apresentou na capa de edição do final de março de 2009, quando o Golpe Civil-Militar completara 39 anos? Uma manchete acusando o Governo Brizola/1985 de receber propina de empresa de ônibus. Isso 5 anos depois de ele ter morrido!!! É isso aí, perseguição mesmo depois de morto... E a reportagem foi concluída assim: "Nenhuma das acusações foi provada nem originou investigação policial"... Não acredita, clique aqui!

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