quinta-feira, 4 de agosto de 2011

No JN: Wall Street, 10min; John-Bin, 3min; Celso Amorim, 10seg

Desde muitos anos antes de 2008, mudança de ministro de Estado é coisa rara no Brasil, a não ser em ano de eleição. Telejornais costumam apresentar um 'obtuário' de quem sai, uma minibiografia de quem entra. Notícias como esta costumam ocupar o 1º bloco, com ênfase no posicionamento do governante para tal mudança.
Mas no Brasil, país em que os 'grandes' órgãos de imprensa idolatram os Estados Unidos da América (assim como o finado ministro John-Bin), Wall Street tem 10 minutos da 1ª reportagem do Jornal Nacional - isso porque aquele país está em crise econômica - desde 2008...
Então, no 3º bloco do telejornal, aparece notícia sobre um governo... É do governo Dilma, que tem sido ignorado quase que totalmente pelo PIG: é que está difícil achar notícia ruim sobre ela. Surgiram as denúncias sobre o Ministério dos Transportes, ela averiguou a situação e está "dando uma geral"; o instituto Vox Populi mostra que 71% da população aprova o desempenho da Presidenta; ontem lançou o Plano Brasil Maior para defender a indústria brasileira diante do mercado; amanhã ela e o governador da Bahia lançarão o programa Vida Melhor; a CPI dos Transportes não foi implantada; até os jornais de Wall Street estão morrendo de inveja ao pautarem esta semana que não sabem quando vai parar o crescimento do País.
Dessa forma, se não podem contra ela, ignoram-na. Comem pelas brechas. Louvam a saída do ministro querido. Não dão nota sobre o Celso Amorim, que é crítico da política dos EUA para América Latina, e que David Rothkopf, comentarista da revista estadunidense Foreign Policy, indicou como "o melhor chanceler do mundo". Como é fácil ligar as coisas, né, Globo?
Enquanto isso, nos porões do PIG o golpe começa, e rápido: "Amorim é garantia para compra de caças franceses", está no site do IG...

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